Visitas

Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões sobre as cartas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões sobre as cartas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cortes




Fazer algo de que não gostamos, faz-nos mal à saúde física, mental, emocional e espiritual. Cada vez mais, tendo em conta a situação do nosso país, as pessoas deslocam-se para o trabalho dando graças a Deus por terem o seu ordenado ao final do mês, mas interiormente sentem um vazio. Um vazio porque na realidade gostariam de estar a fazer outra coisa, mas estão de pés e mãos atadas. Esse vazio muitas vezes pode ser mortal, se residir por muito tempo com a pessoa.

Há pessoas que esperam que a vida lhes traga estabilidade e há outras que procuram sempre outras vias. O nosso país não nos possibilita grandes feitos, mas a esperança não pode morrer. Infelizmente somos seres humanos, com os nossos defeitos e o nosso pessimismo característico de Portugal. Acreditamos durante uma hora que vamos sair do fosso em que nos encontramos, mas nas restantes 23 horas - mesmo que estejamos a dormir - pensamos de forma negativa e vemos fracasso.

A nossa mente é bastante poderosa, temos é de saber educá-la para as maravilhas da vida. Lembre-se que são muitos anos habituados a pensar primeiramente "não vou conseguir". Se por um momento acreditar e for acreditando diariamente, a vida lhe trará grandes feitos. Acima de tudo peça para ser feliz, porque quando somos felizes conseguimos fazer os outros à nossa volta felizes.

Todas as semanas tiro uma carta para cada dia. Para esta quinta saiu-me a Foice e não deixei de ficar preocupada - embora saiba que a preocupação só atrai negatividades para a nossa vida e é uma energia que faz parte da 3.ª e 4.ª dimensão. Sei também que as cartas têm sempre o seu lado positivo e negativo e a Foice, não é das piores.

Pensei que poderia me acontecer alguma fatalidade... O abandono de um projeto por parte da pessoa que está a trabalhar comigo - já aconteceu anteriormente quando a carta 10 saiu. Mas após um percurso longo e doloroso, em que sei que ainda se tornará mais doloroso se eu pensar que não vou conseguir ultrapassá-lo, entendi que a Foice significa tomar consciência e efectuar uma transformação.

Por isso, não devemos sempre temer a acção da Foice. No entanto se está numa situação que lhe sufoca e não lhe traz mais crescimento, faça os cortes necessários, pois sabe bem que se não os fizer enquanto lhe é dada a oportunidade e própria vida se encarregará de fazê-lo.

Relembro que estamos a ir em direção à 5.ª dimensão de energia. É bem capaz de se achar cansado ou reparar que muitas mudanças estão a decorrer à sua volta. Aceite o que a vida lhe está a trazer sem revolta. A revolta, a longo prazo, traz-nos sempre uma doença.

Bom resto de semana para si.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Complementar o Baralho Cigano


Estas últimas semanas tenho andado a ler bastante... Após ter conhecido a história de "Anjos nos meus cabelos", passei para "O despertar da consciência" e estou quase quase a terminar a biografia de Chico Xavier.

Considero que é sempre importante educarmos o nosso espírito, com livros ditos esotéricos ou da espiritualidade, pois desta forma mesmo sem o percebermos a nossa intuição fica mais aflorada.


Sempre gostei de saber o que me reservava o futuro, e o Baralho Cigano foi um instrumento com o qual me identifiquei de imediato. Mas sendo eu filha de Oxum, sempre fico insatisfeita e procuro saber mais.

A numerologia é uma forma de autoconhecimento bastante precisa; aliás, para quem é leigo neste assunto, quando vimos à Terra trazemos um plano estipulado por nós e os nossos mentores, e as melhores formas de descobrirmos melhor o que nos é solicitado, principalmente para quem não tem sensibilidade de escutar os guias, é através da quiromancia, astrologia e numerologia. 

Se pretendemos ser bons naquilo que fazemos, porque não agregar todos os conhecimentos que temos ao nosso dispor para fazer previsões mais precisas?

O Baralho Cigano, não é uma criação dos ciganos, como muitos podem ser levados a pensar por causa do nome. Ele é um derivante do baralho europeu "Petit Lenormand". E é derivado, pois sofreu algumas alterações nos significados e não contém a leitura interna, dos naipes comuns.

E a famosa Madame Lenormand, a quem é atribuída a criação do Petit Lenormand, para quem não sabe possuía conhecimentos de cabala, astrologia, quiromancia...


Todas as cartas estão numeradas, o que acaba por ter uma analogia com a numerologia.


O cavaleiro é o 1, que busca a materialização dos seus projectos, sozinho; pois se não formos nós a lutarmos pelos nossos desejos ninguém o fará. E o 1 na numerologia é o número da acção, da independência, da luta...

Eu recorro sempre a outros métodos para complementar a minha previsão e acho que não tem mal nenhum, pois assim as previsões ficam mais precisas. Ainda pretendo estudar quiromancia, pois esta possibilita que se veja com precisão o tempo, algo que nas cartas é um pouco complicado.


É-nos sempre dado o livre-arbítrio, a alguns em maior ou menor grau. O recorrer a oráculos de adivinhação, é sempre uma forma de melhor nos orientarmos nas nossas escolhas e não vejo qualquer mal nisso. Eu cada vez mais recorro a eles para saber o que me espera... 

Mas perguntas fúteis, que muitas pessoas querem saber, acabam por despromover o baralho a um simples jogo de divertimento e é isso que muitas pessoas ainda não perceberam. "Toda a acção gera uma reacção". Eu prefiro dizer "o que é para ti os ratos não roem", quer coisas boas quer coisas más.

Termino este meu post com algo que acredito que vai acontecer e que ainda bem que vai acontecer, porque realmente o planeta está a precisar de tirar pedregulhos dos caminhos (leia-se pessoas mal educadas sem qualquer formação espiritual, que em vez de cumprirem a sua missão têm afinidades - muitas vezes sem saberem - com espíritos de baixo nível e provocam a discórdia por onde andam, achando no entanto que são as vítimas e possuem a razão absoluta), deixando-os abertos para aqueles que evoluíram e querem caminhar na luz.

A Terra estará numa outra vibração e a sua população, que será bem menor do que a actual, estará já na 5.ª dimensão, sendo mais subtil. (...) Este período será de reconstrução e recomeço para todas as culturas que permanecerem. (...) A nova jornada para a população é bem promissora, haja visto que estando na 4.ª dimensão o caminho para a 5.ª é bem próximo. O destino do corpo denso de 3.ª dimensão será selado com a desmaterialização dos habitantes para um mundo denso, que permita a sua nova jornada. Deste modo, esse plano deverá ser liquidado ainda até ao ano de 2026. 


Excerto retirado de "O Despertar da Consciência" de Rodrigo Romo.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desafios


Embora não goste que o tempo passe muito rápido, a verdade é que estou desejosa que este mês de Abril chegue ao fim... Simplesmente a energia parada da Torre não me ajudou em nada este mês... Tem sido um pouco complicado.

Todas as semanas costumo tirar uma carta diária, para ver qual será a energia que estará presente no dia. A semana passada tirei na terça a Montanha. Quando vi a carta, não nego que não torci o nariz! Já na terça anterior tinha-me saído a mesma carta e o dia foi bastante desafiante. Por isso, nesta última terça, tentei não pensar muito na energia da montanha.


Mas quando liguei à minha mãe e ela disse que tinham abandonado gatinhos dentro de uma caixa de sapatos, percebi logo qual era o desafio. E não foi somente os animais, pois nesse dia aconteceram mais tumultos. Mas decidi partilhar esta situação com todos vós, porque às vezes simplesmente desgasto-me tentando mudar o mundo, embora já tenha percebido que vão ser preciso muitos anos  de evolução para que a mentalidade das pessoas mude.

Embora não se deva sentir pena de nada, faz-me mais impressão os animais abandonados do que uma pessoa que dorme na rua. Pode parecer aos olhos de muitos cruel esta minha maneira de estar perante as coisas, mas a verdade é que o ser humano fala e sabe onde procurar comida e os animais não. E é cada vez mais comum o abandono dos animais, por isso às vezes me pergunto por que é que a humanidade - pelo menos na zona onde vivo - não evolui. Pelo contrário, está na minha percepção cada vez pior. 

Mas o meu desafio já foi resolvido; graças a Deus que ainda há pessoas que gostam de animais e que adoptaram os gatinhos. Mas infelizmente outros vão ser abandonados amanhã ou noutro dia qualquer. 






















Boa semana para todos!

sábado, 3 de março de 2012

Baralhos



Adquiri mais dois baralhos europeus para a minha colecção, e decidi vir aqui deixar o meu testemunho. 




O primeiro é o Lenormand Oracle de Lo Scarabelo, e tal como outro do mesmo autor, é de excelente qualidade. Provavelmente nas mãos de uma cartomante bastante requisitada ele deve aguentar uns bons anos sem se danificar - ao contrário daquele que uso que para se aguentar um ano é muito complicado. 

As cartas têm ilustrações bastante bonitas, com cores equilibradas, e não contêm a leitura interna. Eis em seguida algumas lâminas que o compõem...



E o segundo é um baralho que eu recomendo, pois as cartas são bastante coloridas e alegres, além de que têm um tamanho considerável - eu pessoalmente gosto de cartas grandes. E o material também é bastante resistente. Estou a me referir ao baralho Judith Bartschi Lenormand.





Sou bem capaz de preparar um dos baralhos, mas confesso que  estou confusa. 

A particularidade, por serem europeus, é que a carta n.º 2 é um Trevo de boa sorte, ao invés das pedras e dos gravetos. Mas como já referi, temos total liberdade para não olhar para a lâmina como sorte. Embora seja de comum acordo, entre muitos oraculistas, que devemos seguir a simbologia de cada baralho, o que ocorre quando vamos para a prática é que o que para mim é não significa que é seguido por outra pessoa. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ai o amor...


Quem já não sofreu por amor?

Às vezes as pessoas estão numa relação, que tem tudo para prosperar, mas pelo caminho vão se descurando de pequenas coisas, guardam rancores dentro do coração, e a longo prazo em vez deste ser um meio de transmitir bons sentimentos, só tem amargura.

A maioria das minhas clientes, diria até 99% são mulheres... Mas nem todas chegam à minha mesa com problemas amorosos...

Às vezes é a saúde que as preocupa... os filhos irrequietos... agora com a crise que Portugal está a atravessar, se vão perder o emprego ou mesmo se vão conseguir receber os salários em atraso...

Agora quando vou para o meu trabalho voluntário numa comunidade brasileira que eu gosto particularmente de participar, são os problemas de amour que abalam as emoções das moçoilas...

Então decidi deixar aqui o método da taça, que é muito falado em alguns blogues, que serve para analisar uma relação (não necessariamente amorosa). E como disse acima, às vezes não é bom deixarmos o nosso coração azedar... Se existem problemas, é questão de tentarmos descobrir onde eles estão e resolvê-los, se acharmos que vale a pena lutarmos por determinada relação.


Continua no próximo post...


P. S. A imagem foi retirada da amazon, e por acaso é o poster que eu emoldurei para colocar no meu quarto de dormir - Um ambiente de romance em Veneza (Venice Romance Art Print Poster).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Há dias...



Há dias que é melhor não sairmos da cama... 


Acordamos cansados, como se durante a noite tivéssemos andado a lutar, ou então como se ratos nos tivessem sugado a energia. 



Depois há algo que se dá, como que um sinal dos nossos guias espirituais, que anuncia para irmos com calma que o dia ainda está a começar mas se anuncia desastroso.




E é quando tudo parece que vai-se encaminhar, que surgem os problemas... Atrasos, empecilhos, obstáculos... E tudo aquilo que estava planeado não segue o seu livre rumo.



E então respiramos fundo e tentamos meter na nossa mente que o dia de amanhã, com certeza será melhor, pois não são todos os dias que acontecem imprevistos que abalam as nossas emoções e nos deixam confusos, sem sabermos que direcção tomar.




Pois tal como os obstáculos são transponíveis, as nuvens não são eternas. Temos é de manter a calma e o pensamento positivo. O problema é que muitas vezes não conseguimos, ou não queremos, pois a nossa mente está programada para o negativismo. E é então quando no final do dia alguém nos diz: «O dia correu-te mal pois já acordaste a pensar nisso».




Realmente a chave nos foi concedida, mas não devemos acreditar muito na conversa dessa pessoa. Pois às vezes, por mais que tentemos, a chave simplesmente não abre a porta. E nestes dias, bem que gostávamos de abrir a porta da positividade.


Acima de tudo, temos é de esperar que a foice desempenhe a sua função: corte toda a negatividade existente à nossa volta.


Para que o Sol possa brilhar na nossa vida, nos trazendo progresso e crescimentos. 


Mas se o Sol não puder vir aquecer o nosso coração e alma, com o seu anúncio de sorte grande, então que venham os Trevos de quatro folhas trazer a sorte pequena. Qualquer grau de sorte é sempre bem recebido.

Boa semana!


P.S. À excepção da última carta que pertence ao Mystical Lenormand, as imagens são digitalizações das cartas constituintes do baralho dos Aliados da Arte, S.A.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Introspecção


O mundo não pára, nem mesmo quando parte alguém. E o mesmo sucede quando estamos imersos em momentos de reflexão. Na nossa mente inquieta, onde procuramos encontrar respostas que nos indiquem a melhor direcção a tomar, o mundo continua a se mover, a se transformar.


Às vezes estes momentos de introspecção são necessários. O buscar o refúgio no nosso eu-interior, algumas ocasiões nos ligando e aproximando mais do plano astral. 

E é por isso que às vezes não surgem posts no blogue, pois encontro-me nos meus momentos de reserva, de resguardo. 



Mas lentamente estou a começar a ver o Sol brilhar, pelo que não posso considerar preocupante este meu isolamento. 

Às vezes, mesmo que não estejamos num ano pessoal 7, a verdade é que temos tendência a momentos de introspecção, muitas vezes por conta dos caminhos que nos são apresentados e tal é a indecisão que habita na nossa cabeça. 

E nem as cartas nos indicam o melhor caminho, pois o livre-arbítrio foi-nos concedido. Só mesmo o tempo nos dirá...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quando um relacionamento termina



Gostava tanto de deter uma receita secreta para tirar a dor de um coração partido. Alguém a possui?

Quando era mais nova, não que seja assim muito velha, passei pelos meus términos de relacionamentos. A maioria por iniciativa, o que contribuiu para que eu saísse bem, ao contrário da outra pessoa. Mas também provei o gostinho de ser abandonada, quando não estava à espera, e bati bem lá no fundo. 

Esta semana tive na minha mesa dois corações partidos... Um que penso que terá uma oportunidade de reconciliação, outro que terminou de vez. 

E parece que é karma... eu que não gosto muito de ter de lidar com questões do foro amoroso, emocional, por ser bastante prática, acabo por ter de lidar com duas situações bastante complicadas.

Claro que eu gostava de ter uma solução para os problemas de amor, mas sei bem que só a pessoa sofredora é que poderá encontrar o remédio para curar o seu coração partido. 


As pessoas quando me consultam, procuram uma orientação, uma luz ao final do túnel, pois com as nuvens em volta dos seus pensamentos, não conseguem enxergar o caminho.

Quando o sol parece que vai brilhar, saem mais animadas. Quando este continuará coberto por nuvens densas, saem conformadas. 



Claro que quando há uma parte que gosta da outra parte que seguiu outro rumo, às vezes bate uma saudade e um aperto no coração. Há relações que perduram anos, de felicidade e intensidade, e quando terminam são difíceis de superar. 

Sem dúvida que seria excelente possuir o tal remédio para corações partidos; por esta altura estaria rica e não teria de me preocupar com questões de índole financeira. Mas a receita reside na capacidade que o abandonado tem de curar as mágoas e tristezas, de extinguir o sentimento que nutre pelo outro e que deverá se transformar numa boa lembrança. Porque os relacionamentos que temos, não são sempre coisas más. Há que agradecer pelo momento que vivemos com a outra pessoa, e pela aprendizagem efectuada, para podermos nos abrir para outro amor.

Estamos aqui numa missão de aprendizagem... E por mais que nos custe seguir sem a pessoa que pensávamos que iria estar ao nosso lado para sempre, às vezes a vida prega-nos uma partida para direccionarmos o nosso enfoque para outras áreas. Quem sabe dar mais importância a nós mesmos, para que a nossa estrela possa brilhar.

Acredito que quando um relacionamento se extingue, é porque assim tinha de ser. Acredito que se uma pessoa tem de aprender o desapego e a liberdade, passará por algumas situações de ruptura. Sem dúvida que é doloroso, mas quando passa a tormenta, ficamos mais fortes e com uma visão diferente da vida e das nossas prioridades.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Atrair clientes


Num dia destes andei a "passear" por um site de publicidade onde existe uma quantidade interminável de anúncios de consultas de tarot, espiritualidade, aconselhamento, trabalhos de magia branca e negra...




O que me chamou à atenção foi este título "Leitura de Tarot - Vidência Verdadeira - Não precisa explicar nada do que se passa consigo".


Já não é a primeira vez que me deparo com isto, de que são mesmo videntes pois nós, clientes, não precisamos de lhes dizer nada. E o mais curioso é que há pessoas que quando consultam qualquer oráculo não querem mesmo dizer nada, para nos porem à prova.


A verdade é que às vezes a leitura corre tão bem, que não se precisa mais do que o nome da pessoa que nos consulta; noutras, o consulente pode estar a bloquear o acesso ao seu psiquismo e naturalmente que para encaminharmos a nossa consulta, da melhor forma, temos de lhe pedir algumas informações.


As lâminas têm mais do que um significado e o problema do consulente pode ser de difícil entendimento, que precisa mesmo de ser partilhado. 

Numa consulta de cartomancia tem de haver um mínimo de diálogo entre cartomante e consulente. Já tive clientes que me puseram à prova, mas acabaram por sair a respeitar a minha leitura e o meu trabalho. Também às vezes as leituras não se concretizam totalmente, isto porque errar é humano e a cartomancia acima de tudo faz previsões que podem ser alteradas, pois o consulente tem livre-arbítrio. 

Portanto, quando leio anúncios que tentam atrair os clientes com a promessa de uma vidência verdadeira, desconfio do anúncio e de quem o lá colocou. Jamais faria uma consulta com esta pessoa, pois cheira-me que ela ficaria com o meu dinheiro e sairia tão vazia ou confusa quanto entrei.

No mundo da cartomancia há pessoas boas, de confiança e que levam o seu trabalho com muita seriedade, e há outras que pretendem apenas o lucro. Acham que quem se dedica à magia negra, a fazer trabalhos de amarração, e trabalhos que prejudicam os outros estão acompanhados de seres da luz? Todos temos um sexto sentido, e quando este nos diz que algo está mal, não devemos ir em frente, correndo o risco de sermos engolidos por areias movediças.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Antes de se tornar um profissional...


Uma das regras, para quem quer ser bem sucedido na arte da cartomancia é o treino. Mas aliado a esse treino, é fundamental o feedback das pessoas que se ofereceram para ser objecto de treino do cartomante. 




Inicialmente o estudante poderá fazer perguntas, sem necessariamente pensar em alguém em concreto, mas mais tarde é preferível fazer o treino com pessoas reais, nem que sejam amigos e conhecidos, antes de passar a atender profissionalmente.

O mesmo sucede com a experimentação dos métodos. Ao longo da nossa jornada pelo mundo da cartomancia são diversos os métodos que nos são oferecidos, alguns com os quais nos identificamos mais, outros nem por isso; mas convém sempre treinar e treinar.

domingo, 9 de outubro de 2011

Jogar para nós!


Eis uma dúvida muito comum: eu antes abria as cartas para mim mas parece que nunca batiam as coisas, mas quando abria para os outros eu conseguia apesar da insegurança, pois quando não batia para mim eu ficava com receio de não dar certo para as outras pessoas também...mas para as outras pessoas dava certo.  Minha duvida é...porquê para mim nem sempre dava certo?

Quem se predispõe a analisar as cartas, mais cedo ou mais tarde, se depara com a dificuldade que é ler as cartas para si próprio. Não quer dizer que a resposta não esteja lá, mas simplesmente temos uma certa dificuldade em sermos objectivos, quando se trata de coisas relacionadas com a nossa vida.


Tendemos a colorir demasiado a resposta dada pelas cartas ou então a ver tudo negro. E o mesmo sucede quando deitamos para pessoas com as quais estamos familiarizadas; como conhecemos a sua vida ao pormenor, acabamos por nos deixar influenciar por essas informações.


Isto não faz de nós maus cartomantes. São dificuldades que com os anos vamos aprendendo a contornar, pois somos humanos e temos direito ao erro. Há cartomantes que conseguem ler para si as cartas com exactidão, isto após muito treino e uma grande concentração e sentido de imparcialidade.


E porque é tão fácil analisar as cartas para os outros, mesmo quando temos inseguranças? Por que como estamos de fora conseguimos analisar todas as possibilidades, e não nos deixamos influenciar por ideias pré-concebidas; ou melhor, conseguimos ser imparciais. Nunca ouviram dizer que quem está de fora consegue ver a situação sobre outra perspectiva, muitas vezes a correcta. Ler as cartas para os outros é como se contássemos a história do consulente, sem ter conhecimento dela, o que facilita bastante o ofício da leitura das cartas.

Eu nunca deito para mim. Se quiser saber algo vou a um vidente ou, como é muito comum, em certas comunidades de Baralho Cigano, podemos colocar a nossa visão (indicando a disposição das cartas e o método utilizado) e pedir a quem tiver disponibilidade para partilhar a sua interpretação.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Só as mulheres é que podem ler o Baralho Cigano?



Às vezes, ao efectuarmos pesquisas sobre o Baralho Cigano, deparamo-nos com uma informação de que este baralho só pode ser lido pelas mulheres, de acordo com a tradição do povo cigano. E é nestas alturas que os homens, que se identificam com as cartas, ficam receosos de que as suas leituras serão vazias, imprecisas...

Realmente a leitura das cartas, entre os ciganos, é mais uma prática das mulheres, que complementavam o orçamento familiar com o oráculo ou a leitura da sina, enquanto os homens se dedicavam a outras tarefas.

As mulheres (ciganas ou não) desde sempre recorreram mais às cartas para pedir orientação para elas próprias e para os seus familiares. Aos homens, na minha percepção, estão associados outros tipos de métodos de adivinhação, como por exemplo a leitura de búzios, dominós, tarôs, astrologia...

Qualquer homem que se sinta impelido a desenvolver a leitura das cartas ciganas deve fazê-lo sem receio, pois se sentiu essa vontade é porque faz parte da sua missão espiritual na Terra orientar os outros, por meio das cartas.

As tradições evoluem com o tempo, algumas acabam por se extinguir. Não podemos, por isso, aceitar que tudo o que lemos é o correcto; temos de fazer uso da nossa capacidade de filtrar a informação, aceitando-a somente se a nossa intuição nos disser para fazê-lo.

Para aqueles que são acompanhados por espíritos de ciganos ou ciganas, aquando da prática do ofício, têm de ter em mente que para eles não existe a diferenciação entre sexos; somos todos fruto da mesma origem e devemos, por isso, seguir o nosso coração (e intuição).

Na literatura que temos à nossa disposição, acerca deste oráculo - que muitas vezes é apelidado de Tarô Cigano - existem autores homens, que se dedicam à leitura das cartas ciganas e transmitem, por meio da escrita, os seus conhecimentos. Mais uma prova de que o que antes era uma tradição, actualmente já não faz mais sentido. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Outra visão da carta n.º 15!

Aliados da Arte e Comércio, Lda.


Tal como a carta n.º 2, que tem duas iconografias e duas possibilidades de interpretação: Sorte ou Obstáculos, a carta n.º 15 também tem outro significado na Europa.

Ela é vista como uma carta que traz à vida do consulente força para ele ser bem sucedido nos seus empreendimentos. Aliás, o consulente deve usar a sua força interior para seguir em frente e ajudar os outros.

O Urso, é uma lâmina com uma grande conotação na vida financeira, sendo esta a carta tema do dinheiro. A sua presença numa tiragem traz sucesso financeiro para a vida do consulente. No sentido negativo, talvez não seja boa ideia emprestar dinheiro a um amigo, pois de acordo com um ditado popular "Se queres perder um amigo, empresta-lhe dinheiro".

Qual a visão que você prefere?

Cada um é livre de interpretar o Urso como quiser.

Eu olho para o Urso como um amigo falso, dependendo das cartas que a circundam, ou como um conselho para que se faça uso da nossa força de realização para ir em frente.

E para mim a carta que serve para a temática do dinheiro é a dos Peixes, a lâmina n.º 34, que teremos oportunidade de falar.


sábado, 20 de agosto de 2011

O mesmo método, outra interpretação


Decidi falar sobre este tema, uma vez que se formos analisar as interpretações de diversos cartomantes (em blogues, livros ou presencialmente) vemos diferenças e há, inclusive, cartomantes que consideram que a forma como interpretam as cartas é a mais correcta. Ninguém deve pensar desta forma, mas sim respeitar a particularidade de cada um, pois todos nós temos as nossas ideias, crenças e experiências de vida!


Isto tudo para referir que às vezes o método pode ser igual, mas não a interpretação.

Peguemos na carta "Cavaleiro" e no "Navio". Imagine que trocava intencionalmente os significados, pois no seu entender o homem no cavalo era mais indicado para mudanças e viagens; por sua vez, o navio estava mais relacionado com oportunidades e concretização de objectivos, que já se encontravam quase materializadas na vida do consulente.

Certamente que você dirá que esta cartomante erra constantemente nas leituras, sempre que estas lâminas saem...



Não necessariamente.... O facto de se alterar o significado não inviabiliza a leitura. A partir do momento em que o cartomante "grava" na sua mente que esse é o significado da carta, as suas interpretações serão com base nesse significado e quando as cartas saírem para mostrar uma viagem "O Cavaleiro" estará lá!

Naturalmente que se você estivesse na sua presença, poderia chegar a outra conclusão, mas quando se for consultar a outra vidente que lê o mesmo oráculo que você, tem de entrar como cliente e não colega. Igualmente deve evitar comentários acerca da forma como os outros trabalham.


Relativamente aos métodos, alguns funcionam melhor com determinadas pessoas, outros com outras... A pessoa que aspira interpretar as cartas deve, por isso, procurar aqueles que lhe transmitem uma melhor vibração e com os quais se sente melhor.

Por exemplo, não gosto da Cruz Céltica, mas sei de tarólogos que usam este método em todas as suas consultas!

Mas também podemos alterar o método. Já referi o método que utilizo quando um cliente chega à minha casa, adaptado ao meu gosto.

Quando falámos de "Qual o melhor método?", referi que poderá criar o seu próprio método.

Quem acha que criou os diversos métodos que encontramos em livros e pesquisas na net, tão largamente difundidos, como a Ferradura, a Cruz Celtíca, a Roda Astrológica... e que ninguém sabe ao certo a origem? Pessoas que se interessavam pela cartomancia e criaram um método pessoal para as suas consultas. Portanto se achar que determinados métodos não lhe respondem àquilo que pretende, invente um e memorize bem o sentido de cada casa antes de pô-lo em prática.


Conheço uma oraculista que tem imensos métodos originais. E se ela consegue, você também!



Obs.: Não estranhe referir-me a métodos usados no Tarô, pois quase todos (se não todos) podem ser usados com o Baralho Cigano.

sábado, 9 de julho de 2011

A carta n.º 2 do Baralho Cigano

Sorte ou obstáculos?

Embora eu já tenha dedicado um post à carta n.º 2, explicando o porquê de podermos interpretar os trevos que aparecem em alguns baralhos como empecilhos temporários, achei importante dar a conhecer a visão europeia desta carta (embora utilize a que é praticada no Brasil, até porque o Baralho que utilizo nas consultas é Made in Brasil!).

Apesar das novas tecnologias da informação e comunicação terem vindo a estreitar as fronteiras entre os vários países, originando o conceito de "aldeia global", a verdade é que as diversas culturas possuem sempre características próprias que as diferem das restantes, e não é de estranhar, por isso, que algumas cartas do Petit Lenormand possam ter mais do que uma visão.

Aliás, quem for estudar a origem do Petit Lenormand, conhecido no Brasil como Baralho Cigano, irá deparar-se com uma evolução das cartas e suas gravuras. Além disto, existem diversas versões no mercado que podem gerar um pouco de confusão aquando da escolha.

Os trevos quando de quatro folhas, como nos mostra o Mystical Lenormand  (acima) ou outros baralhos, significam sorte. Quem já não tentou procurar um para guardar no seu porta moedas com intenções de atrair mais abundância, ou pelo menos tenha desejado ter encontrado um? E os estudantes que os guardam dentro dos livros, com esperança de ter bons resultados académicos. Como tenho alguns, nunca mais me preocupei em procurá-los, contudo considero um desafio tentar encontrar um quadrifoglio.

Esta sorte, preconizada pelo trevo nunca foi comprovada, faz sim parte das superstições das pessoas. A verdade é que o trevo ou, por exemplo, uma ferradura ou outro talismã, transmite ao seu possuidor a segurança de que tudo vai correr bem, por se encontrar protegido e sob a alçada da Sorte. E é como se a pessoa possuisse uma energia para ir em frente, que nem sabia que tinha dentro de si.

Quando a carta n.º 2, O Trevo sai, ela traz uma conotação bastante positiva chegando a atenuar a negatividade das cartas que lhe estão próximas. Ela, significa, boa sorte e sucesso na vida do consulente ou em algum campo específico da sua vida (caso esteja a ser analisada a vida amorosa, profissional, financeira...). A pessoa encontra-se protegida, estando as situações desagradáveis desviadas do seu caminho.


Portanto, o que fazer quando a carta n.º 2 em vez de ter pedras e paus tem um trevo na gravura? Sentir a carta, em primeiro lugar. Que emoções ela lhe transmite. E, acima de tudo, siga a sua intuição.

Eu por exemplo, apesar de possuir uma colecção de baralhos, alguns de origem europeia, não me sentiria à vontade usar a carta trevos porque já enraizei na minha mente que a carta 2 representa obstáculos temporários e nas minhas consultas a carta funciona bastante bem. A sorte, no meu entender, pode ser encontrada no Sol e na Estrela. E se por algum motivo tivesse que usar os trevos, continuaria a considerar como tropeços.


Mas cabe a cada um decidir o que fazer... Usar qualquer uma das versões não vai enfraquecer a consulta, até porque cada cartomante possui as suas próprias crenças e formas próprias de encarar as cartas numa tiragem. Acima de tudo, escolha o baralho que lhe suscitar vibrações positivas e boas leituras!